O que este papel precisa decidir
Para quem desenvolve, a pergunta útil não é “low-code vs. código”. Ela costuma ser mais concreta:
- O que vai virar padrão de plataforma (modelo) e o que continua em código?
- Onde ficam as fronteiras de responsabilidade (domínio, integração, performance, UI custom)?
- Como evitar que a abstração vire uma caixa-preta difícil de depurar?
O que a Thinkwise abstrai (e o que ela não abstrai)
Abstrai bem
A Thinkwise tende a abstrair bem aquilo que é repetitivo e que precisa de consistência: padrões de UI, estrutura, permissões e comportamento derivado do modelo. Também ajuda quando você precisa de exposição consistente (APIs via Indicium e políticas aplicadas no servidor) e de governança (versionamento do modelo, trilha de mudanças e validações) como parte do fluxo.
Não abstrai por você
Algumas responsabilidades continuam sendo do time. Regras de domínio difíceis e exceções reais precisam ser desenhadas (e, às vezes, codificadas). Integrações críticas exigem contrato, idempotência, telemetria e tratamento de falhas. E decisões de performance — consultas, índices e desenho de dados — continuam importando. A diferença é que elas tendem a ficar mais concentradas nos pontos em que fazem sentido, em vez de espalhadas por toda a aplicação.
Como pensar “modelar vs. codificar”
Uma forma prática de decidir é separar o que precisa ser repetível e consistente do que é específico, sensível a performance ou depende de integração com o ecossistema.
Modele o padrão
- Dados, relacionamentos e validações “universais”.
- Processos repetíveis e regras com necessidade de auditoria.
- Experiência do usuário que precisa ser consistente para muitos perfis.
Codifique o essencial
- Pontos sensíveis a desempenho e regras específicas onde o modelo não é suficiente.
- Integrações com sistemas externos com requisitos não triviais (segurança, latência, retries).
- Componentes de UI altamente específicos quando necessário.
Onde a complexidade fica (para não se enganar)
O ganho de clareza vem quando você enxerga onde a complexidade mora:
- No modelo: o domínio e suas regras ficam explícitos e versionados.
- No runtime: materialização e consistência (UI e APIs) reduzem divergências.
- No seu código: integrações, extensões e decisões de performance continuam existindo — só ficam mais focadas.
Próximo passo
Se fizer sentido discutir um recorte técnico (um fluxo real), use o CTA ao lado para mapear o que vira modelo, o que vira código e onde ficam os riscos.