Conceitos

Engenharia Dirigida por Modelos (MDE)

Modelos de domínio como fonte única de verdade, usados para gerar aplicações.

A engenharia dirigida por modelos transforma decisões de negócio em software executável por meio de abstrações declarativas.

A engenharia dirigida por modelos (MDE) trata o modelo de domínio como o artefato central do desenvolvimento. Em vez de escrever e manter código manual em cada camada, o time descreve entidades, processos e regras de forma declarativa, e a plataforma Thinkwise traduz essas decisões em uma aplicação executável. A implicação é que o esforço se desloca: menos tempo “reconstruindo” o mesmo comportamento em lugares diferentes, mais tempo refinando o que o sistema realmente precisa ser.

Por que este conceito importa

Em sistemas críticos, mudança é inevitável. Quando tudo é feito manualmente, as decisões do domínio tendem a se espalhar e se duplicar; com o tempo, isso vira inconsistência, dívida e dificuldade para evoluir com segurança. Com MDE, o conhecimento do domínio passa a existir como um ativo executável e evolutivo, com uma fonte de verdade mais clara para orientar a próxima mudança.

Como olhar na plataforma

Na Thinkwise, o modelo é a fonte de verdade tanto na abstração (PIM, Platform Independent Model) quanto no artefato executável (PSM, Platform Specific Model). O runtime assume a geração do que é repetitivo e mantém uma separação mais nítida entre função e tecnologia, reduzindo a chance de que escolhas de implementação virem um novo tipo de aprisionamento ao longo do tempo.

Benefícios

Em um sistema orientado por modelos, os ganhos aparecem menos como “velocidade” genérica e mais como coerência e repetibilidade do trabalho:

  • A geração a partir do modelo reduz esforço manual em interfaces, APIs e fluxos de dados que, de outra forma, seriam reimplementados camada a camada.
  • O modelo como referência ajuda a manter consistência entre times, versões e canais, porque a decisão não depende de convenções locais ou cópias de código.
  • A evolução de aplicações e módulos tende a preservar o conhecimento do domínio e o histórico de decisões, evitando que o sistema “perca a memória” a cada refatoração.

Como aplicar

MDE funciona melhor quando vem acompanhado de governança de mudanças e automação de pipeline, porque o modelo vira um ponto de coordenação entre negócio, arquitetura e desenvolvimento. Na prática, isso significa tratar modelagem e versionamento como trabalho de engenharia (e não como documentação), para que decisões de modernização sejam discutidas, validadas e publicadas com menos ambiguidade ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

O que é engenharia dirigida por modelos (MDE)?

É uma abordagem em que modelos de domínio funcionam como fonte de verdade. A partir deles, a plataforma materializa o que é repetitivo e mantém o domínio mais explícito ao longo do tempo.

Por que este conceito importa?

Porque sistemas críticos mudam rápido. Quando decisões ficam espalhadas e reimplementadas manualmente, a organização acumula inconsistência e dívida a cada ciclo de mudança.

Como isso aparece na Thinkwise?

O modelo pode ser a fonte de verdade da abstração (PIM) ao artefato executável (PSM), e o runtime assume a geração do que é repetitivo para reduzir divergência entre camadas.

Como a MDE evita novo legado?

Mantendo uma separação mais nítida entre função e tecnologia, para que mudanças de runtime e infraestrutura não obriguem a reescrever decisões do domínio.

Quais benefícios principais a MDE traz?

Menos esforço manual ao gerar/interpretar interfaces, APIs e fluxos a partir do modelo.

Mais consistência entre times, versões e canais, porque a decisão fica registrada em um lugar.

Evolução mais segura ao preservar conhecimento do domínio e histórico de decisões.

Como aplicar MDE com qualidade?

Combinando MDE com governança e automação de pipeline. O modelo precisa ser tratado como artefato de engenharia, para virar referência compartilhada entre negócio, arquitetura e desenvolvimento.