Plataforma

Software Factory

Ambiente de modelagem e governança onde o domínio vira um modelo executável (dados, processos e UX).

Centraliza modelagem, versionamento e validações para manter consistência e reduzir retrabalho em aplicações complexas.

Por que este componente

Em sistemas core, o custo raramente está apenas em “criar tela”. Ele aparece quando você precisa manter o domínio coerente ao longo do tempo: regras, processos, permissões, integrações e dados mudam, e o sistema começa a duplicar decisões em múltiplas camadas. Quando isso acontece, cada mudança tem mais pontos de quebra e a organização passa a pagar para manter consistência.

A Software Factory existe para colocar o modelo como fonte única de verdade: um lugar onde o domínio é descrito, versionado e validado com governança, para que a evolução ocorra a partir de decisões explícitas e não de convenções implícitas.

O que é (sem abstração demais)

A Software Factory é o ambiente onde você define e mantém:

  • Modelo de dados (entidades, relações, atributos e restrições).
  • Processos e regras (o que pode acontecer e sob quais condições).
  • Experiência do usuário derivada do modelo (padrões de UI e comportamento).
  • Segurança e permissões no desenho (papéis, escopo de dados e políticas).
  • Histórico e versionamento do que mudou e por quê.

O que você modela vs. o que você codifica

Thinkwise não é “no-code”. A divisão saudável é:

Você modela o padrão

  • O que precisa ser consistente entre telas, módulos, usuários e canais.
  • Estruturas e regras que precisam ser auditáveis e reaproveitáveis.

Você codifica o essencial

  • Pontos sensíveis a desempenho, lógica específica e integrações que não cabem em padrões.
  • Extensões de UI quando você precisa de uma experiência altamente especializada.

O objetivo é reduzir código repetitivo e manter o domínio explícito, sem fingir que complexidade desaparece. Em sistemas reais, a pergunta útil é onde ela fica — e como você a governa.

Como o modelo vira aplicação

O modelo mantido na Software Factory é consumido pelo runtime da plataforma e se materializa em componentes que executam, expõem e operam o que foi descrito:

  • APIs e integrações via Indicium (application tier).
  • Interface via Universal GUI (user interaction).
  • Operação, administração e governança via Intelligent Application Manager (IAM).

Na prática, a “fonte” do sistema é o modelo; as camadas geradas e interpretadas existem para reduzir divergência entre o que foi desenhado e o que está em produção, mantendo consistência como propriedade do fluxo.

Governança e trabalho em equipe

Quando modernização vira trabalho de portfólio, governança precisa existir como rotina, não como etapa final. Na Software Factory isso aparece em:

  • Versionamento e colaboração no modelo (com suporte a trabalho em equipe e resolução de conflitos).
  • Validações automáticas para reduzir variação acidental e risco de regressão.
  • Trilha de mudança: quem alterou o quê, quando e em qual versão.

Evolução (quando relevante)

Quando a evolução do componente influencia sua decisão (por exemplo, no modelo de operação do ambiente), vale acompanhar as atualizações públicas na Comunidade Thinkwise.

Perguntas frequentes

O que é a Software Factory?

É o ambiente em que o time descreve e versiona o modelo (dados, processos e parte da experiência), com governança para manter decisões rastreáveis ao longo do tempo.

Por que este componente existe?

Porque sistemas de negócio mudam com frequência e, quando decisões ficam espalhadas em camadas de código, a mudança vira retrabalho e inconsistência.

Como é para o usuário?

Na prática, funciona como um lugar único para modelar, versionar, revisar e publicar, reduzindo o número de handoffs entre intenção, implementação e operação.

O que a Software Factory entrega?

Um repositório de modelo que concentra dados, processos e padrões, ajudando a reduzir duplicação e divergência entre versões e times.

Um fluxo de governança e qualidade com versionamento e validações, para que a mudança seja mais controlada e auditável.

Quando faz sentido, recursos de IA podem apoiar tarefas repetitivas (por exemplo, enriquecimento de descrições e revisão), com revisão humana antes de publicar mudanças.

Como a plataforma vai do modelo à aplicação?

A lógica é manter a decisão no modelo e usar o runtime para interpretar e materializar esse modelo em camadas como UI e APIs, com consistência entre versões e releases.

Como isso reduz dívida técnica?

Ao reduzir variação acidental entre camadas. Quando a mesma decisão não precisa ser reimplementada em lugares diferentes, fica mais difícil criar inconsistências sem perceber.

Como a IA entra na Software Factory?

Como apoio a tarefas repetitivas e textuais (por exemplo, descrições e revisão), com rastreabilidade e revisão humana antes de publicar mudanças.

O que significa evitar “legados funcionais”?

Significa evitar que regras e exceções fiquem enterradas em hardcode. Quando a lógica vive no modelo, ela tende a ficar mais explícita, auditável e sustentável ao longo do tempo.