Plataforma

Capacidades de IA

IA na plataforma, do desenvolvimento ao uso: apoiar tarefas repetitivas com revisão humana e governança, e integrar experiências assistidas sob controle de acesso e auditoria.

Na Thinkwise, IA aparece como capacidade transversal: pode apoiar criação (Software Factory e Upcycler), pode ser integrada na operação (Indicium e IAM) e se conecta ao uso em aplicações (Universal GUI ou UIs próprias, via API). MCP é citado como direção possível para padronizar como agentes acessam fontes e ferramentas.

Por que falar de IA como capacidade (e não como “feature”)

Em sistemas corporativos, IA só é útil quando cabe no mundo real: dados sensíveis, permissões, auditoria, integrações e risco operacional. Por isso, faz mais sentido enxergá-la como uma capacidade que atravessa o ciclo inteiro do software — com pontos de encaixe diferentes e com controles diferentes — do que como uma promessa única de “automação”.

Na Thinkwise, esse encaixe costuma ser entendido em três perspectivas: criar o software, colocar em produção e operar, e usar o software no dia a dia.

Criar o software (Software Factory e Upcycler)

No desenvolvimento, IA pode apoiar atividades repetitivas e textuais. Por exemplo: enriquecer descrições, ajudar na organização de conhecimento do domínio e acelerar tarefas de análise e refinamento. Como a plataforma é orientada a modelos, esse tipo de apoio tende a ser mais útil quando mantém rastreabilidade e revisão humana: a IA sugere, o time valida e publica.

No Upcycler, a mesma lógica se aplica ao ponto de partida: o objetivo não é “traduzir o legado automaticamente”, e sim acelerar a criação de uma base inicial que o time consegue revisar e governar dentro do modelo.

Colocar em produção e operar (Indicium e IAM)

Do lado de operação, IA só faz sentido quando o desenho mantém controle de acesso e trilha de execução. É aqui que entram camadas como Indicium e IAM. Elas são o caminho natural para autenticação, autorização e auditoria, e por isso são relevantes quando você quer habilitar integrações que “tocam” dados e processos do sistema de forma segura.

Isso não elimina decisões suas. Contratos de integração, limites de ação, telemetria e tratamento de falhas continuam sendo parte do trabalho de arquitetura, principalmente quando a integração envolve agentes que podem executar ações.

Usar o software (Universal GUI ou UIs próprias via API)

No uso do software, IA costuma aparecer como parte da experiência: enriquecer textos, estruturar informações, apoiar decisões e reduzir trabalho manual em atividades de comunicação e classificação. Em alguns cenários, isso acontece por meio da própria Universal GUI. Em outros, por UIs específicas construídas pelo cliente, consumindo APIs e integrando provedores de IA (por exemplo, modelos de linguagem), conforme as políticas da organização.

MCP como direção possível: por que isso é relevante para uma plataforma orientada a modelos

O Model Context Protocol (MCP) é um padrão para conectar assistentes e agentes a fontes e ferramentas. Em uma plataforma orientada a modelos, ele é especialmente interessante porque modelos são, por natureza, estruturados e interpretáveis. Isso tende a reduzir esforço para transformar “conhecimento do sistema” em contexto útil, com menos dependência de extrações caso a caso.

Na prática, agentes trabalham melhor quando recebem contexto estruturado sobre dados e processos — mas isso não equivale a “entendimento” automático. Para ser útil e seguro, o agente precisa operar sob limites explícitos sobre o que pode ver e fazer. Também precisa de validação, auditoria e observabilidade das ações.

O MCP não substitui desenho de domínio nem resolve integração automaticamente. Ele padroniza o caminho de conexão entre agentes e sistemas governados.

Dependências e limites (o que decide risco)

Antes de discutir “IA no core”, vale alinhar quatro pontos que determinam viabilidade:

  • Casos de uso e limites de ação: o que é sugestão e o que é execução.
  • Dados e permissões: quem pode ver o quê, em quais contextos.
  • Auditoria e rastreabilidade: que trilha precisa existir para compliance e suporte.
  • Integração e observabilidade: contratos, telemetria e tratamento de falhas.

Para acompanhar atualizações públicas sobre direção e roadmap da plataforma (incluindo MCP), a Comunidade Thinkwise reúne posts e discussões (cadastro).

Perguntas frequentes

Onde a IA entra na plataforma?

Ela pode aparecer em três pontos diferentes, com implicações diferentes.

Na criação, apoia atividades de desenvolvimento e modernização (por exemplo, Software Factory e Upcycler), onde rastreabilidade e revisão humana são essenciais.

Na operação e no uso, entra como integração em aplicações (Universal GUI ou UIs próprias, via API), passando por controles como autenticação, autorização e auditoria (por exemplo, Indicium e IAM).

O que continua sendo decisão do cliente?

Antes de habilitar IA, o cliente precisa definir casos de uso e riscos (incluindo dados pessoais, ações críticas e compliance), porque isso muda o que é aceitável automatizar.

Também precisa modelar autorização (quem pode ver e fazer o quê) e decidir como auditar e observar ações executadas por integrações e agentes.

O que o MCP muda (se adotado)?

O MCP padroniza como agentes acessam fontes e ferramentas, o que tende a reduzir integrações caso a caso e tornar o acesso mais estruturado.

Em uma plataforma orientada a modelos, isso é relevante porque o modelo é interpretável e pode virar contexto de forma mais confiável — desde que autorização e controles estejam bem modelados.